20 dezembro 2006

O meu aniversário...

Olá!!!

Como sabes, aproxima-se mais uma vez o meu dia de aniversário. Todos os anos se faz uma festa em minha honra e penso que este ano também acontecerá o mesmo. Nestes dias as pessoas fazem muitas compras, há anúncios na rádio, na televisão e por todos os lados, não se fala noutra coisa, a não ser de quanto tempo falta para que chegue esse dia tão esperado. É agradável saber que, ao menos um dia por ano, algumas pessoas pensam um pouco em mim.

Faz muitos anos, começaram a festejar o meu aniversário. No início dava a sensação que compreendiam e agradeciam o que fiz por eles, mas hoje em dia ninguém sabe realmente o porquê dessa celebração. As pessoas reúnem-se e divertem-se imenso mas não sabem do que se trata.

Lembro-me que no ano passado, ao chegar o dia do meu aniversário, fizeram uma festa enorme em meu nome. Havia umas coisas deliciosas na mesa, estava tudo decorado e havia muitas prendas mas sabes uma coisa?... Nem sequer me convidaram... era eu o convidado de honra e não se lembraram de me convidar... a festa era para mim e quando chegou esse dia tão esperado... deixaram- -me de fora, fecharam-me a porta... eu queria partilhar a mesa com eles. Para dizer a verdade, não fiquei surpreendido porque nos últimos anos todos me fecham a porta.

Como não me convidaram, decidi estar presente na festa mas sem fazer barulho. Entrei em casa e fiquei a um canto. Estavam todos a brincar, alguns deles que estavam um pouco embriagados contavam histórias, riam-se imenso, enfim, estavam a passar uns momentos muito agradáveis. Para cumulo chegou um velho gordo, vestido de vermelho e com barba branca que gritava: Ho, ho ho!!! Parecia que tinha bebido demasiado... deixou-se cair pesado num cadeirão e correram todos na sua direcção a gritar: Pai natal, pai natal!!!, como se a festa fosse para ele...

Deram as doze badaladas e começaram todos a abraçar-se, eu estendi os braços à espera que alguém viesse abraçar-me e... sabes que mais? Ninguém me abraçou... De repente começaram a distribuir as prendas, um a um foram abrindo os presentes até ao fim. Aproximei-me para ver se, por acaso, havia algo para mim, mas não havia nada. Que sentirias tu se no teu dia de anos houvesse prendas para toda a gente e não houvesse nenhuma prenda para ti? Então compreendi que eu estava a mais nessa festa. Saí sem fazer barulho, fechei a porta e fui-me embora.

Cada ano que passa é pior. As pessoas só se lembram do jantar, das prendas e das festas... de mim, ninguém se lembra. Quisera que este natal me permitisses entrar na tua vida, que reconhecesses que há dois mil anos vim a este mundo para dar a vida por ti numa cruz e assim poder salvar-te. Que ao menos hoje acredites nisto com todo o teu coração.

Vou contar-te algo: como muitos não me convidam para a festa que prepararam, pensei e vou fazer a minha própria festa, uma festa grandiosa, como nunca ninguém imaginou, uma festa espectacular. Ainda estou a fazer os últimos preparativos, estou a enviar muitos convites e hoje tenho um especialmente para ti. Quero simplesmente que me digas se queres assistir. Terás um lugar reservado, vou escrever o teu nome na minha enorme lista de convidados. Todos aqueles que não tenham convite ou que não respondam, terão de ficar de fora. Prepara-te porque, quando estiver tudo preparado, quando menos esperares, celebrarei a minha grandiosa festa. Não te esqueças de responder ao meu convite.

Um amigo que gosta imenso de ti,

Jesus

1 comentário:

PauloCoelho disse...

Bem..o texto tá mto bom..mas é triste! Eu acho que as pessoas já não celebram o Natal pelo espírito de acolher o nascimento de Jesus, celebram o Natal pelas prendas:s
é triste mas é verdade:(
bem..mas Bom
FELIZ NATAL!!!!

Paulo Coelho