13 janeiro 2007

Eu te amo... meu Deus


Senhor, tenho a certeza, amo-te!
A tua palavra atravessou o meu coração e te amei.
Tudo o que há no céu e na terra
me diz que te ame.
Mas, que amo quando te amo a ti, meu Deus?
Não é a beleza de um corpo
nem a delicia do tempo, nem a brancura da luz
tão agradável aos meus olhos,
nem doces melodías de musicas variadas,
nem a frangância de uma flôr,
de um perfume, de um aroma, do maná, do mel,
nem uns membros agradáveis aos abraços da carne.
Não, não é isso.

Que amo quando te amo a ti, meu Deus?

Isto é o que amo quando te amo.
Quando te amo, meu Deus,
amo uma certa luz, uma voz,
um alimento, um abraço.
Os que estão no meu interior.
Brilha para a minha alma uma luz
que não ocupa espaço,
ouve-se um som que não oculta o tempo,
respira-se uma fragância que o tempo não dissipa,
saboreia-se um manjar que a voracidade não diminui,
ata-se um bem que a saciedade não pode separar.

(Santo Agostinho, Confissões,10,6,8-9)

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