18 janeiro 2007

Um pouco de poesia...

No outro dia, na aula de inglês, preguntou-me um rapaz que costuma sentar-se ao meu lado como é que é possível que me tivesse tornado Agostinho com tudo o bom que há aí fora... Realmente é a típica pregunta que por mais que tentes arranjar a melhor resposta, é quase sempre incompreensível por parte da outra pessoa. Mas, devido a este episódio, quando cheguei a casa lembrei-me de uma rapariga que me tinha feito a mesma pergunta passado pouco tempo de ter entrado na Ordem de Santo Agostinho, ou seja, há três anos e meio... Expliquei-lhe da melhor maneira que pude, e ela respondeu-me com este poema para me dizer que tinha entendido, e realmente, desde esse dia, nunca mais me esqueci dele. Espero que o entendam porque prefiro não traduzi-lo... porque já sabem aquela célebre expressão: o traductor é um traidor. Leiam e de certeza que vão gostar; é uma forma engraçada e diferente de explicar o porquê de estar por aqui... Para mais explicações, é melhor pessoalmente, eheheh.


THE ROAD NOT TAKEN, by Robert Frost

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I-
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference
.

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