08 março 2007

A garrafa egoísta

Recebi hoje a folha paroquial de Santa Iria, como todos os meses, e gostei tanto da historia que vem neste número, que achei boa ideia pô-la aqui no blog, portanto, para quem ainda não teve oportunidade de lêr o Toma e lê, aqui fica a historia da garrafa egoísta:

"Num supermercado havía uma garrafa de água muito egoísta. Quería sempre o melhor para si: a melhor etiqueta, o melhor lugar, a melhor prateleira, estar sempre limpa e na primeira fila para que todos pudessem contemplar a sua beleza... nunca pensou em ajudar ninguém.

Um dia um cliente pegou nela para a comprar e colocou-a no cesto. A garrafa ficou muito zangada porque teve de ceder o melhor lugar do supermercado a outra garrafa. Ainda por cima, a pessoa tentou abri-la para beber a sua água e a nossa garrada achou isto intolerável: com que direito iam tirar-lhe a sua água? A garrafa resistiu e conseguiu permanecer fechada. O comprador acabou por voltar ao supermercado e trocar a garrada por outra.

Assim foi como a garrafa ficou no melhor lugar da melhor prateleira do supermercado. Bom, às vezes alguém a comprava mas conseguia sempre resistir até ser devolvida. Passaram os anos até que a água da garrafa perdeu a validade e perdeu a sua transparência: deixou de ser apta para o consumo, portanto o empregado do supermercado teve de mandar a garrada para a reciclagem.

Aquela garrafa nunca prestou: nunca deu a sua água para acalmar a sede de ninguém. A garrafa sentia-se perdida no meio daquele caixote de lixo, que ainda por cima era amarelo, como os cartazes das ofertas mais baratas! Foi então que percebeu que tudo o que não se dá no devido momento acaba por ficar estragado. Mas já era demasiado tarde para voltar atrás..."

(Toma e lê, num. 82, Março 2007)

Será este o momento de dar algo para o que ainda não tiveste coragem?

1 comentário:

edna disse...

Como decia la madre Teresa de Calcuta (creo): "Todo lo que no se da, se pierde".
Gracias por compartir este cuentito del "Toma e lê".
Besotes