02 fevereiro 2009

Longe da vista...

longe do coração... Será mesmo verdade? Quero acreditar que não, mas às vezes acabo por ceder à ideia contrária. Ao longo da vida vamos criando laços, vamos cativando a várias pessoas como aconteceu entre o principezinho e a raposa. A estas relações chamamos comunmente amizades. Esta palavra encerra um mundo imenso de emoções: alegrías, tristezas, surpresa, preocupação, dependencia, etc, etc, etc.

Amizade significa saír da nossa mismidade, do nosso pequeno ego, para ir ao encontro da outra pessoa. Muitas vezes esperamos que as outras pessoas nos dêem e confiem o que de mais profundo existe nos seus seres para que possa nascer essa amizade, mas isto não é trabalho só da outra pessoa, senão de nós mesmo também. Se queremos chegar a conhecer a verdadeira amizade, se queremos chegar a sentir a sintonía de ambos corações, devemos "abandonar-nos" para que essa pessoa entre em nós, e nos conheça (o mesmo é válido para a outra pessoa).

Qual é o grande problema? Quando fazemos isto e, depois de um tempo de distância fisica (nem sempre espiritual, se assim quisermos chamar), essa amizade cai no esquecimento, arrefece e perde aquela força inicial, aquela força de atração que unia dois polos como se de um hímen se tratasse. Por mais que queiramos manter uma amizade, se a outra pessoa não chegou a sentir esse grau de união, essa relação torna-se efímera ao ponto de desvanecer por completo...

Talvez isto seja uma apresentação um pouco negativa da amizade, mas parece que saíram a luz artificial do meu quarto (devería ser "luz do dia", mas são 2:30 da manhã e aqui não temos o sol da meia noite) sentimentos que há algum tempo estavam adormecidos. Não são maus nem bons, talvez se possam resumir com a palavra nostalgía. Isso mesmo, nostalgía...

Cuidem as amizades! Não procurem o que dar... dêem-se vocês mesmos (Sto Agostinho, o autêntico doutor em amizade).

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